terça-feira, 21 de julho de 2009

Palestra dia 11 de julho, com Martin Norberto Dreher e Sergio Shneider

É sábado de manhã. Vontade deficar em casa dormindo... NÃO! Mesmo que não fosse a esta palestra, iria abrir a Escola Viva, que amo demais!

Um homem com vos de locutor de rádio, esse Martin. Dinâmico, com boa didática, não nos fez dormir, ao contrário, ficamos atentas ao que nos dizia sobre a imigração alemã no Vale dos Sinos. Muitas novidades. Nova maneira de contar velhas histórias. Mitos? REALIDADE!
Em 1825 os Baum vieram. Em 1825 o Rio Grande do Sul era composto por 60000 habitantes. Poucos, né? População de Dois Irmãos.Na Alemanha, nesse mesmo período, ocorriam as Guerras Napoleônicas, a industrialização, as transformações na estrutura agrária, crise do artesanato. O que fazer com tanta crise e guerra? Exportar as pessoas para que sejam felizes.
Sessenta por cento das pessoas que vieram pra nossa região eram artesãos, profissionais, dentre esses, muitos sapateiros, por isso até hoje temos indústrias de calçados! Quarenta por cento eram agricultores.
Em 1808 a Corte Portuguesa veio ao Brasil e aqui achou gente muito escura, então quiseram "branquear" a população. (Essa parte da história eu detesto! Tnho até vergonhad e ser branca nessas horas, mas não posso carregar a culpa dos meus antepassados.)Os primeiros imigrantes alemães desembarcaram na Bahia, em 1818. Nesse período a Alemanha ainda nem era reconhecida como país, só em 1871 é que foi reconhecida. É importante ressaltar que na Alemanha Também haviam escravos, que eram vendidoscom a terra quando era vendia.
Alguns (ou seria a maioria?)dos alemães que vieram para cá eram prisioneiros, criminosos, visto que na Alemanha já não haviam mais empregos para tanta gente. O Brasil foi um escape.
OS navios que vinham para cá tinham até 30 metros de comprimento e erma divididos em três classes. Na primeira vinham as pessoas com dinheiro; na segunda, homens; na terceira, mulheres e crianças. Essas ficavam abaixo do nível de água. As viagens duravam cerca de um ano.
Aqui as famílias eram espalhadas pelas terras.Tinham de cultivá-las para tirar o seu sustento. A agricultura era primeiramente de subsistência, com a unidade produtiva baseada na família. OS imigrantes comiam basicamente farinha de mandioca com cachaça.

Sergio Shneider nos falou sobre "O Lugar da Escola no modo de vida colonial"
Fase 1
1824 - 1880
- Ausência da escola como espaço público - relativoisolamento.
1870 - 1872
- Revolta dos Mucker
- Tentativa do Império de reduzir o isolamento
- Principal preocupação é com o processo de ocupação fundiária
Fase 2
1888 - 1945
- Igreja assume o papel da escola via "evangelização"
- Seminários e teologia como formadora da elite
- Integração das colônias À economia nacional - produção de excedentes e melhoria dos transportes
Fase 3
1950 - 1985/90
- Escola como espaço de disciplina social
- Escola como espaço de socialização para o trabalho no calçado
- Transição do modo de vida colonial - solidariedade mecânica/ consciência cletiva/ espírito de comunidade - para a divisão social do trabalho industrial - solidariedade orgânica/ individualisamo.
Em 1959 ocorre a emancipação de Dois Irmãos.

HOje comemoramos os 50 anos de emancipação do município. Aqui ocorrem muitas festividades, principalmente em setembro, quando temos o Kerb de São Miguel, nosso padroeiro.
Beijos no coração de tod@s. Até a p´roxima!

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