segunda-feira, 6 de julho de 2009

Palestra com Asta Teresinha Altreider

Sábado, dia 04 de junho de 2009 seria um dia comum: acordar cedo, abrir a escola, fazer reunião com os monitores, escrever ata, conversar, dialogar, trocar ideias, tomar chimarrão...

No entanto, a programação foi outra: Palestra no auditório da empresa Herval, com Asta Altreider.
Das ideias apresentadas por ela, cito algumas, das quais fiz minha leitura.
Sobre os pais: (excetuando-se os comprometidos, que hoje fazem a diferença na sociedade)*Não querem que os filhos enfrentem problemas; *Não privam, não frustram, dizem "não" com culpa, muita culpa!
Segundo Asta, a Frustração é uma qualidade a ser trabalhada nas crianças. Os pais têm medo de ser caretas, mas todo pai é careta, e assim deve ser. Pais e filhos pertencem a "gerações" diferentes, então são diferentes. Deste modo, os que temem ser caretas acabam falando muito, agindo pouco (ameaças não cumpridas), não têm autoridade, são prepotentes. Os adultos, no trato com crianças, precisam falar apenas uma vez, duas, na terceira: Faz fazer!
Do trabalho do professor, quem sabe é o professor! (Vontade de aplaudir de pé!)
Os filhos (as crianças, os alunos) querem ser atendidos... e já! Parece que não ouvem (experimente cochichar algo que eles não devam ouvir.), são agitados, impulsivos, exigentes (características dos tempos modernos).
Andar de bicicleta é o melhor remédio neurológico de atenção que existe. Favorece o amadurecimento dos hemisférios cerebrais. A escola pode oferecer mais atividades físicas para os anos iniciais. Crianças com formação inadequada não presta atenção na Escola.
Os alunos devem, sempre, realizar as tarefas com dedicação e capricho, muito capricho. Nós, professoras, devemos priorizar os alunos interessados, para que eles sirvam como modelo. O maior estímulo é o professor.
Aos pais: logo, retomar a hierarquia, a autoridade, valorizar o silêncio, o "estar junto", fazer combinações eficientes.
Aos alunos: aprender a escutar, esforçar-se, saber esperar, ter rotina, cumprir tarefas, ter capricho. Ter tarefas. Tarefas organizam o pensamento.
Aos professores: encontrar uma maneira de tornar o início da aula marcante (eu faço oração espontânea).
Rotina é a coisa mais libertadora que existe. Tempo livre tem que ser tempo livre.

Asta ainda nos falou dos livros: “Carão com carinho” de Luiz Schettini Filho, e “Transtornos de Aprendizagem” de Newra Rotta, dos quais extraiu as ideias a seguir.
Sobre a dependência infantil, desde o nascimento. É de criança que se aprende as regras, não na adolescência. Desde cedo as crianças devem saber o que pode e o que não pode.
O quarto dos pais não é seção de cinema, é o quarto dos pais, “sagrado”. Criança deve ter seu próprio quarto.
Esquematizando...
Fases do desenvolvimento:
Nascimento → Estruturação do EU
*Aprendizagem sensório-motora
*Integração do significado de comunicação
*Independência física
*Estruturação dos limites (pode X não pode)

Egoísmo
“Eu” → descoberta de regras
*Aquisição da fala

Heteronomia – 5 aos 7 anos
• Aquisição das regras
• Estruturação de sequências
• Conservação do pensamento
• Aquisição dos significados das palavras

7 aos 9 anos
* Apropriação dos símbolos
* Introdução no mundo “dos Grandes”
* Autoestima atrelada ao sucesso escolar

Latência – 9 aos 11 anos
• Sedimentação das regras básicas
• Dedo-duro
• Apropriação do significado oculto
• Reversão do pensamento

Síndrome dos 6º 7º anos (11, 12, 13 anos)
• Que sujeito vou ser? Caldeirão
• Questionamento das regras
• Corpo em crescimento
• Significado intrínseco das palavras
• Automatização das operações
• Raciocínio dedutivo e indutivo

13 aos 15 anos
* Conflitos comportamentais
* Oscilação de humor
* Tentar esconder as transgressões
* Trabalhos em grupos caóticos
* Auge das “panelas”
* Capacidade de abstração
* “Do meu jeito”

Adolescência
* Conflitos existenciais: Afetivos, profissionais, econômicos
* Intolerância ao erro do educador
* Impaciência, impulsividade, onipotência, odeiam sermão, fascinados por modas de última geração.

Na adolescência não se faz sermão, apenas: Isso pode, isso não pode.
Mostrar autoridade como modelo.
Alunos com transtorno de conduta devem ser encaminhados ao psiquiatra.
(Essa parte que gostei: ) Se a família vai levar, é outra história.
Isso eu sempre venho me dizendo: Nós, educadoras, professoras, temos de ter coragem de encaminhar os alunos aos profissionais adequados. Somos PROFESSORAS, Não psicólogas, dentistas, palhaças, psiquiatras, terapeutas, médicas, enfermeiras, etc... embora tenhamos um pouco de cada conhecimento.

Beijos no coração de tod@s.

Um comentário:

GiZele disse...

Tá, e daí? Nenhum comentário? Nenhuma visita?